sexta-feira, 31 de maio de 2013
terça-feira, 9 de abril de 2013
Aerial America
Estou assistindo, no canal Globosat+, uma série que se chama "Aerial America". A proposta consiste em mostrar, provavelmente para os próprios americanos, o país em que vivem. Que, claro, é enorme e a maioria dos americanos conhecem apenas uma parte dele.
A abordagem da série é feita pela filmagem do alto, a partir de helicópteros, com tomadas sempre de cima, aéreas, e que mostram muito bem os aspectos urbanos, a arquitetura, as instalações, e uma exuberante natureza, magnificamente preservada e e que se intermeia com as cidades e em suas periferias.
A série não fica apenas nas imagens. O narrador vai contando histórias das cidades e regiões onde aconteceram importantes eventos. E assim vai conjugando imagens e acontecimentos, residências de americanos ilustres do passado, monumentos, fábricas, rios, pontes, florestas, montanhas, vales etc.
O primeiro programa foi pelo arquipélago do Hawaii. O segundo foi pelo Estado de Connecticut. O terceiro, acabei de ver, foi pelo Estado de Virginia.
É um trabalho de propaganda, eu sei. Provavelmente é para estimular o orgulho nacional, quem sabe. Mas qual é o problema de admirar algo que funciona magnificamente e com a beleza natural e desenvolvimento organizado entremeados. Acho que o americanos têm razão de serem orgulhosos de seu país.
E confesso que fico de boca aberta. Eu, que passei a maior parte da vida torcendo a cara para eles. Agora, quando a idade avança, consigo libertar-me do ranço esquerdista que tantos anos me acompanhou. E, agora, eu vejo este programa com desprendimento que me permite admirar e, com uma pontinha de inveja, acompanhar e admitir que é uma beleza enorme, aquilo lá.
A abordagem da série é feita pela filmagem do alto, a partir de helicópteros, com tomadas sempre de cima, aéreas, e que mostram muito bem os aspectos urbanos, a arquitetura, as instalações, e uma exuberante natureza, magnificamente preservada e e que se intermeia com as cidades e em suas periferias.
A série não fica apenas nas imagens. O narrador vai contando histórias das cidades e regiões onde aconteceram importantes eventos. E assim vai conjugando imagens e acontecimentos, residências de americanos ilustres do passado, monumentos, fábricas, rios, pontes, florestas, montanhas, vales etc.
O primeiro programa foi pelo arquipélago do Hawaii. O segundo foi pelo Estado de Connecticut. O terceiro, acabei de ver, foi pelo Estado de Virginia.
É um trabalho de propaganda, eu sei. Provavelmente é para estimular o orgulho nacional, quem sabe. Mas qual é o problema de admirar algo que funciona magnificamente e com a beleza natural e desenvolvimento organizado entremeados. Acho que o americanos têm razão de serem orgulhosos de seu país.
E confesso que fico de boca aberta. Eu, que passei a maior parte da vida torcendo a cara para eles. Agora, quando a idade avança, consigo libertar-me do ranço esquerdista que tantos anos me acompanhou. E, agora, eu vejo este programa com desprendimento que me permite admirar e, com uma pontinha de inveja, acompanhar e admitir que é uma beleza enorme, aquilo lá.
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Aqui e agora
Do tempo que eu me lembrava,
já me esqueci.
Mas às vezes lembro um verso dos Stones
a martelar a alma numa calma noite de inverno.
Eu não lembro mais.
Disse um rock'n'roll, que é quase um delírio,
não há mais prazer
e que tentei, tentei, tentei.
Os versos que escrevo são rock'n'roll.
Falam do agora, porque minha memória
é volátil e eu não me lembro mais
quem é você.
Havia uma canção pronta para ti,
mas eu esqueci.
Fala-me apenas do agora,
pois já não sei o aqui.
já me esqueci.
Mas às vezes lembro um verso dos Stones
a martelar a alma numa calma noite de inverno.
Eu não lembro mais.
Disse um rock'n'roll, que é quase um delírio,
não há mais prazer
e que tentei, tentei, tentei.
Os versos que escrevo são rock'n'roll.
Falam do agora, porque minha memória
é volátil e eu não me lembro mais
quem é você.
Havia uma canção pronta para ti,
mas eu esqueci.
Fala-me apenas do agora,
pois já não sei o aqui.
terça-feira, 27 de novembro de 2012
terça-feira, 30 de outubro de 2012
Casa de Bonecas sem Face
Acordo de meu sonho!
Olho pela janela e os horizontes se desestruturam.
A paisagem se deteriora e dissolve-se o céu laranja.
Não é um apocalipse.
São ideias de morte em minhas ilusões mais queridas
e que entornam o frasco de veneno,
sobre o tecido amarelo do sofá da sala.
Não, não são verdades!
São belezas que eu menti pra mim
e o dia conspirou para derrubar os cenários.
E invadir de um amargor cotidiano
a turbidez da casa de bonecas sem face.
Respiro o ocre que restou do apartamento.
Exponho as vísceras da agonia de meu desapego.
Sobra-me o desespero.
E cada vez mais sombrio transcorre
o meu dia, onde a luz surtou
e enxovalhou meus agasalhos
de uma baba de louca.
Restou uma vertigem fúnebre
e um enjoo da verdade óbvia.
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